| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Psittaciformes |
| Família: | Psittacidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Arinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | B. sanctithomae |
O periquito-testinha é uma ave psittaciforme da família Psittacidae.
Não classificada em nenhuma das categorias de ameaça, algumas décadas atrás era muito apreciado como ave de gaiola.
Seu nome científico significa: do (grego) brotogërus = com voz humana; e de sanctithomae = referente a São tomé no golfo da Guiné. ⇒ Periquito com voz humana de São Tomé. “Petite Perruche de l’Île St Thomas” de Aubenton (1765–1781) (Brotogeris).
Mede de 16,5 a 17,5 centímetros de comprimento e pesa cerca de 59 gramas.
No geral verde e ventralmente amarelo. Facilmente distinguível pela cor amarelo-intenso na fronte e coroa, bico laranja-pardacento, asas totalmente verdes, e rabo pontiagudo.
Possui duas subespécies reconhecidas:
Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015); (IOC World Bird List 2017).
Flavismo é a ausência parcial da melanina (nesse caso ainda pode ser observado um pouco da cor original da ave), porém presença de pigmentos carotenóides. A ave flavística ou canela se apresenta com a coloração diluída, devido à perda parcial de melanina, tanto da eumelanina (pigmento negro) quanto da feomelanina (pigmento castanho).
Mais informações sobre as mutações que afetam a plumagem das aves podem ser encontradas no link abaixo:
As mutações que acometem as aves.
São grandes consumidores de frutos como o açai, o ingá, a embaúba, o apuí e principalmente a munguba. Durante as cheias dos rios amazônicos, quando acontece a frutificação da munguba nas áreas alagadas, os bandos se banqueteiam no consumo das sementes dessa fruta. No processo, as painas que contém as sementes são espalhadas e levadas pelo vento, contribuindo assim no processo de disseminação das sementes. Algumas frutas exóticas, como a manga e a goiaba, também são bem aceitos pela espécie, que divide as áreas de várzea com as comunidades ribeirinhas.
Nidifica em grupos pequenos e ruidosos, sobre árvores, em ocos naturais ou cupinzeiros. Ao que parece se reproduz de maio a julho.
Muito comum em povoados e cidades ribeirinhas onde chega em grandes bandos para passar a noite. Habita florestas úmidas em matas inundáveis, bordas de floresta, clareiras e áreas urbanas, até 300 metros. Visita palmeiras na beira de rios. Aparentemente sedentário.
Amazonia. Sudeste da Colômbia, leste do Peru e em direção ao nordeste do Equador até o Brasil, e norte da Bolívia. No Brasil ocupa as áreas de várzea da bacia dos rios Amazonas, Purus e Madeira (AC, AM, RO, PA e AP). A ssp takatsukasae ocupa a parte leste da área de distribuição da espécie, a partir do rio Madeira e de sua foz no Amazonas até a ilha de Marajó. A ssp nominal ocupa as áreas a oeste da foz do rio Madeira e todo o rio Solimões até o Peru (AM, AC, RO).
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: